esmo as manias mais antigas podem ser esquecidas se tivermos paciência.

Todo início de ano prometemos largar aqueles hábitos que nos prejudicam.
Passadas algumas semanas, retornamos inconscientemente ao módulo automático.
E o drama se repete no início que vem.
Porém, a boa notícia é que nem sempre isso ocorre por falta de motivação ou disciplina.
Outros fatores podem estar envolvidos e nós nem percebemos.
Vejamos o caso da alimentação. Você passou alguns meses ou até anos comendo
religiosamente a mesma quantidade de comida diariamente. Como pretende alterar este
padrão arraigado em apenas um mês?
Outro caso comum é o sono. Desde sempre você se deita à meia-noite e acorda por volta
das 7 horas com a ajuda do despertador.
Sete horas na cama são comprovadamente insuficientes para a maioria das crianças,
adolescentes e adultos. Mas esse hábito às vezes está tão presente que é difícil mudar.
O mesmo se aplica aos regimes alimentares. Para reverter essa situação, é importante
absorver os nutrientes necessários na dose e horários certos.
Para quem se exercita pouco, recomenda-se menor consumo de calorias nas refeições.
Atletas e trabalhadores braçais costumam acrescentar mais calorias à sua dieta normal
levando em conta o gasto extra em suas atividades.
Prefira calorias com qualidade nutricional provenientes de alimentos naturais e
balanceados, sem excessos de gorduras e massas. Açúcar refinado e conservantes
artificiais que simulam sabores não deveriam fazer parte de seu cardápio. A frutose e o mel
das abelhas são os melhores adoçantes. Modere no sal, chocolate, café e nas bebidas
alcoólicas.
E por falar em atividade física, organize também seu treinamento seguindo uma agenda
flexível e inteligente. Por exemplo:
1) Defina os dias e horários a que irá se dedicar, de acordo com suas disponibilidades e
tempo livre.
2) Aproveite brechas na sua rotina para se exercitar e busque horários alternativos sempre
que possível. Muitas vezes podemos aproveitar os períodos matinais ao longo da semana,
dormindo 1 hora mais cedo no dia anterior ou adiantando os afazeres da manhã seguinte.
3) Use aquele espaço ocioso do seu horário de almoço para suar a camisa no parque ou na
academia. Aproveite o intervalo entre a saída do trabalho e a chegada em sua casa. Além
de evitar o trânsito intenso, você estará em um local agradável e diferente, extravasando a
energia nervosa acumulada de um jeito terapêutico, seguro e produtivo.

Enfim, planeje, execute, e não hesite em improvisar. A rigidez poderá desestimulá-lo a
longo prazo. Outro conselho: curta mini-férias a cada trimestre e quebre os protocolos
acima. Viaje, acampe, varie os pratos, deguste um bom vinho… Recompense a si mesmo
sem abusos e seja sua melhor companhia!
Experimente aplicar estas medidas e adapte-as ao seu biorritmo. Antes do ano acabar, você
terá substituído os velhos hábitos quase sem perceber.
Este é o ciclo natural e progressivo de mudanças que o cérebro precisa para abandonar as
reações condicionadas.
Não deixe as suas articulações inativas e os músculos atrofiarem: movimente-se! Como os
automóveis, o corpo precisa “sair da garagem” e dar umas voltas pela cidade para lubrificar
as engrenagens.
Minha mensagem final a todos os leitores e leitoras é: façamos de 2021 o ano da ação e do
movimento!

Referência de conteúdo:
https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/12817-aprenda-a-mudar-seus-habitos-e-
tenha-um-ano-melhor